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Relatório anual VIH Portugal DGS
Portugal tem vindo a reduzir de forma consistente os novos casos de VIH, mas o desafio continua presente. Entre 2015 e 2024, os diagnósticos caíram 35%, sinal de que a prevenção e o tratamento estão a dar frutos. Ainda assim, o Algarve permanece como a terceira região com mais casos, apenas atrás de Lisboa e da Península de Setúbal.
Em 2024, foram notificados quase mil novos diagnósticos, confirmando que o vírus ainda circula, sobretudo entre homens, que representam quase três vezes mais casos do que as mulheres. A maioria dos novos infetados tem menos de 40 anos, mas cresce o peso dos diagnósticos tardios em pessoas com mais de 50, muitas vezes já em fases avançadas da doença.
Apesar disso, há sinais claros de progresso: no final de 2023, quase 50 mil pessoas viviam com VIH em Portugal e mais de 94% já conheciam o seu diagnóstico. Quase todos estavam em tratamento e a esmagadora maioria apresentava supressão virológica, o que significa que o vírus deixou de ser transmissível.
O relatório anual 2025 mostra também que a transmissão continua a ser quase exclusivamente sexual, com a via heterossexual predominante, mas os homens que têm sexo com homens a representarem a maioria dos diagnósticos masculinos. Muitos dos novos casos foram registados em pessoas nascidas fora de Portugal, embora a maioria tenha adquirido a infeção já cá.
Hospitais e centros de saúde continuam a ser os principais locais de diagnóstico, e a ligação rápida às consultas especializadas garante que o tratamento começa cedo. Ainda assim, os especialistas alertam: é preciso reforçar o rastreio, sobretudo entre os mais velhos, e combater o estigma que ainda persiste. Só assim será possível consolidar os avanços e aproximar Portugal da meta de eliminar o VIH como problema de saúde pública.
Fontes: Instituto Nacional de Saúde

